SALMOS Cap. 40
1 Esperei com paciencia pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.
2 Também me tirou duma cova de destruicao, dum charco de lodo; pos os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
3 Pos na minha boca um cantico novo, um hino ao nosso Deus; muitos verao isso e temerao, e confiarao no Senhor....
Bom dia
Deus
Palavra
Encontro com Deus
depressão
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pós-parto
Depressão pós-parto: precisamos falar sobre isso!
O problema não é tão raro assim, embora quase ninguém fale sobre ele. Mas é preciso ficar atenta e procurar ajuda (não, não é frescura!)
São mulheres que dividem comigo suas angústias, seus sofrimentos, amparadas por um certo anonimato - afinal, ao mesmo tempo em que estamos muito próximas, não nos conhecemos na vida real.
Dos relatos que recebo, certamente alguns dos mais tocantes estão relacionados à depressão pós-parto: um problema relativamente comum que aparece após o nascimento do bebê, e sobre o qual pouco se comenta por aí.
Quando digo que as pessoas não falam muito sobre isso, não estou me referindo a informações sobre a doença - essas são amplamente apresentadas em sites, livros, na televisão.
Estou falando do nosso círculo de amigas, das vizinhas, das mulheres da família, que dificilmente admitem que sentiram a doença na pele (parece que o pós-parto é uma fase tranquila para todo mundo, menos para você, não é?).
E aí você, que quase não consegue se levantar da cama depois de uma noite mal dormida cuidando do bebê, que chora dias e dias por meses, que não sabe mais o que fazer para afastar esse sentimento ruim, começa a achar que é a única mãe do planeta a vivenciar essa tristeza.
Com esse post eu queria fazer um alerta sobre o assunto: a depressão pós-parto existe, não é frescura, e também não pode ser confundida com baby blues (uma tristezinha muito comum, consequência da queda hormonal característica dessa fase, e também resultado das enormes adaptações que a mãe precisa fazer em sua vida após o nascimento de um filho. Eu tive e comentei sobre o tema aqui).
Ela, a depressão, normalmente não passa sozinha - é preciso procurar ajuda, muitas vezes fazer uso de medicamentos por um certo tempo, até que a recuperação aconteça.
Uma mulher com depressão pós-parto não consegue desempenhar seu papel de mãe como gostaria e se sente ainda mais frustrada (e culpada!).
Já ouvi confidências de mães que pensaram em sair de casa e abandonar tudo, tamanho era seu desespero. Já li mensagens de outras que relatavam ter raiva do próprio filho, porque não se conformavam com o sofrimento que sentiam depois do nascimento da criança.
Quando se chega a esse ponto, não espere, aja! Converse com sua família, abra o jogo, diga que não está dando conta - e se perdoe por isso, porque a culpa gerada é imensa!
Não é fraqueza procurar um médico, muito pelo contrário, é um exemplo de força pessoal, de quem se permite ser ajudada, para conseguir estar inteira, para cuidar do próprio filho.
casa
como desentupir
limpeza
Como dar fim a entupimentos sem precisar de encanador
Taí um problema que tira a gente do sério. Mas calma: dá para resolver a questão com produtos e acessórios que você tem em casa
É importante lembrar que o primeiro passo é a prevenção. Isso significa que você não deve jogar restos de óleo, comida e outros dejetos na pia, ralo ou vaso. Mas se o estrago já foi feito, saiba como resolver:
Como desentupir pia
Uma maneira simples é juntar ½ xícara (chá) de sal e ½ xícara (chá) de bicarbonato de sódio. Despeje a mistura no ralo da pia e, logo em seguida, 1 xícara (chá) de vinagre branco morno ou suco de limão.
“É importante cobrir o ralo com uma rolha de borracha ou com um pano, pois a mistura gera uma pequena reação e pode causar sujeira. Deixe agir por aproximadamente 45 minutos e, depois, despeje água fervente em abundância”, aconselha Marta Morato, especialista em limpeza residencial. O bicarbonato também pode ser substituído por fermento em pó.
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Quando o entupimento se dá pelo acúmulo de gordura, a melhor opção é utilizar uma mistura caseira de água fervente (cerca de 3 litros) com 2 xícaras (chá) de sabão em pó. Despeje a mistura aos poucos e, se for preciso, repita a operação após uma hora.
Ralo de banheiro sem sujeira
Normalmente, a causa do entupimento de ralos é o acúmulo de cabelos. Espere que toda a água do banheiro seja drenada e remova a tampa do ralo com a ajuda de uma chave de fenda. Com a mão protegida por uma luva, remova os resíduos que estão entupindo a superfície. Usar uma lanterna pode ajudar no processo.
“Você também pode usar um pedaço de arame para puxar os fios que estão embolados dentro do cano”, sugere Marta Morato.
GuardarSalve a Noiva!7712Thais Godinho | Vida OrganizadaDecor: Industrial contemporâneo
Outra opção é misturar 4 litros de água fervente com 2 xícaras (chá) de soda cáustica. Despeje com cuidado no ralo. Se não obtiver resultado, repita a operação após 1 hora.
“A soda cáustica é um produto muito perigoso e, por isso, é importante manusear com extremo cuidado. Luvas e óculos são itens essenciais de segurança”, lembra Antonio Nascimento, encanador e especialista em desentupimento.
Vaso sanitário em dia
Se o motivo do entupimento for acúmulo de excrementos, jogar ½ litro de água sanitária pode resolver, pois o produto irá dissolver o que está obstruindo a passagem. Despeje-o no vaso e deixe agir por aproximadamente 1 hora. Depois, dê descarga.
Marta Morato também aconselha diluir 1 xícara (chá) de detergente em 2 litros de água fervente. Dê descarga em seguida e, se preciso, repita o processo.
GuardarDicas da Lucy2647577Vitória SilvaIdeias para a casa
Outra técnica eficiente é cobrir o assento do vaso com um saco de lixo ou papel filme. É importante que não fique nenhum espaço aberto. "Depois feche a tampe, sente-se sobre ela e dê descarga por aproximadamente 1 minuto e meio. Esse procedimento cria um vácuo e faz pressão, forçando para baixo o que estiver obstruindo o cano”, explica Antonio.
Queimador de fogão limpinho
Remova os cachimbos do fogão e, com uma agulha grande de costura, desobstrua o orifício entupido, por onde o gás sai. É o jeito mais fácil de limpar o queimador.
Guardarde casinhacolorida-simone.blogspot.com.br26252MariLuzCozinhando
O problema também pode ser no próprio cachimbo do fogão. “Alimentos derramados podem secar sobre ele e impedir a passagem da chama. Para limpar, mergulhe-os em uma bacia com 2 litros de água fervente, 1 xícara (chá) de bicarbonato de sódio e ½ xícara (chá) de vinagre branco. Deixe de molho por, no mínimo, 30 minutos e, depois, limpe como de costume”, explica Marta.
Chuveiro sem entupimento
Retire o chuveiro e coloque-o de molho em uma bacia contendo ½ xícara (chá) de suco de limão, ½ xícara (chá) de vinagre branco e 1 litro de água fervente. Deixe na solução por aproximadamente 2 horas. Na sequência, com um arame fino, limpe os furinhos obstruídos.
GuardarTudo Orna464106Marina AbreuCantinhos Hermosos
Outra solução é, em um saco grande, misturar 1 xícara (chá) de vinagre branco, ½ xícara (chá) de bicarbonato de sódio e 2 xícaras (chá) de água fervente. Com a ajuda de um barbante, amarre o saco com a mistura ao redor do chuveiro e deixe por, no mínimo, 3 horas. Depois, abra o chuveiro e deixe correr água quente para desentupir os furinhos.
casamento
conta conjunta
dinheiro
individualidade
Como fica a vida financeira no casamento?
O casal deve chegar a um acordo próprio sobre sua distribuição financeira. Não há apenas uma maneira correta de se lidar com essa questão.
O importante é funcionar para as duas pessoas em questão, e não apenas para uma delas. Entretanto, há algumas observações a serem feitas a esse respeito.
Independente da maneira que definirem para o pagamento das contas, é importante que cada um do casal tenha um dinheiro para seus gastos individuais.
O ideal é determinarem uma quantidade que cada um deve contribuir, em proporções iguais, para o pagamento das contas, e o que restar disso, não entre para esse mesmo montante.
Assim, cada um mantém uma quantia que administra da maneira como sentir que convém, sem a interferência do outro.
Dessa maneira, não se tem oportunidade de questionar gastos que são importantes para um e não para o outro, e se consegue manter a individualidade do casal, sem prejudicar a casa.
Apesar da nova união e de se ter contas em comum para serem administradas, essa não deve ser motivação para que tudo, a partir de então, seja dos dois, sem distinção.
Com o casamento, passa a existir o casal, mas não deixa de existir as duas individualidades que compõem essa relação.
O dinheiro é mais uma forma que se tem de se preservar a individualidade depois da união. Pense nisso!
comportamento
Família
filhos
maternidade

20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho
O tempo passa rápido demais. Por isso, a hora de falar é agora!
Minha filha me perguntou, então: "por que ela não gosta mais de mim?". Expliquei que não era isso o que havia acontecido - que elas continuavam amigas, que voltariam a brincar, e que ela também poderia procurar a companhia de tantas outras crianças bacanas de sua classe. Mas me partiu o coração vê-la triste - e esse foi o estopim para que eu começasse a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer para que minha filha soubesse um pouco mais sobre a vida.
Porque, no fundo, tudo o que nossos pais nos contam marcam profundamente nossa percepção sobre o mundo. É como se essas frases se tornassem o "grilo falante", aquela voz que nos lembra de onde viemos, qual é o nosso papel no mundo, e, principalmente, o quanto somos amados, nos momentos de dificuldade. Por isso, filha, eu gostaria que você soubesse:
1) Que eu te amo exatamente como você é - e que você não precisa ser diferente para que eu a ame mais, pois isso seria impossível.
2) Que você tem um porto seguro em casa, e que você pode voltar sempre (SEMPRE!) que precisar.
3) Que nem todos os dias da sua vida serão felizes, e que, mesmo assim, está tudo bem. Porque depois de uma fase difícil, sempre haverá um dia com o céu azul.
4) Que tudo bem ficar triste de vez em quando, e que isso acontece com todo mundo (inclusive comigo).
5) Que os seres humanos sentem raiva, e que você também terá esse sentimento. Nesse momento, o melhor remédio é tentar se colocar no lugar do outro, entender seus motivos e perdoá-lo.
6) Que não basta perdoar os outros, é preciso, principalmente, aprender a perdoar as próprias falhas.
7) Que eu escuto quando você fala. Certo, há momentos em que estou doida, fazendo dez coisas ao mesmo tempo, mas se você me der cinco minutos, me organizarei para ouvir apenas o que você tem para me contar.
8) Que você não precisa ter pressa. Leve o tempo que for preciso, mas faça bem feito.
9) Que você é forte - mesmo que pense o contrário.
10) Que eu confio em você.
11) Que tenho orgulho de ser sua mãe.
12) Que nem todas as pessoas de quem você virá a gostar, também gostarão de você. Mas saiba que aquelas que realmente valem a pena te amarão de verdade.
13) Que você pode chorar. É melhor do que guardar a mágoa dentro de você.
14) Que tudo bem pedir ajuda de vez em quando. E que você não é uma pessoa pior, ou mais fraca, por admitir que não consegue fazer sozinha.
15) Que você pode (e deve) mudar de ideia, se perceber que está no caminho errado.
16) Que você não é perfeita, assim como eu também não sou.
17) Que você pode, um dia, magoar alguém. E que a primeira coisa que você deve fazer é se desculpar.
18) Que você tem valor, e que você não deve deixar que alguém diga o contrário nunca (NUNCA!).
19) Que você é valente - posso ver isso em seu coração. Olhe lá dentro sempre que sentir medo, que você verá isso também.
20) Que estou feliz por você ter nascido. E que você fez minha vida muito melhor!
(Foto: Getty Images)
Família
filhos
mãe
maternidade

Mãe é tudo igual? Ah, não é não!
Dizem que mãe só muda de endereço. Mas se você observar com maior cuidado, vai ver que a verdade é bem diferente!
Respondo mais de cinquenta mensagens por dia, sem falar em comentários nas redes sociais e no meu blog pessoal. Resumindo: eu conheço tantas mães que já não consigo estimar quantas são!
E todas as vezes em que escrevo um post com o qual as leitoras se identificam, fico pensando em quantas coisas todas nós, mães, temos em comum. Lutamos com unhas e dentes por um filho, e muitas vezes colocamos sua felicidade acima da nossa. Aguardamos sua chegada com ansiedade, nos desdobramos nos cuidados diários, choramos, rimos, nos orgulhamos... Sentimos que o melhor pagamento do mundo é um sorriso, e que não há nada que possa nos ferir mais do que sua lágrima. E pensando em todas essas reações, comuns a todas as mães que conheço, eu poderia chegar à conclusão de que o ditado "mães são todas iguais, só mudam de endereço" estaria certo.
Mas quanto mais mergulho no mundo da maternidade, mais vejo que isso não é verdade. Somos todas muito diferentes uma da outra, com alguns pontos parecidos. Encaramos o parto, a amamentação, a educação de um filho com filtros culturais e ditados pela sociedade que nos rodeia. E isso faz cada uma de nós única - inclusive com um tempo e espaço definidos. Hoje, eu sou uma mãe para Catarina; amanhã, certamente, serei outra. E se tivesse um segundo filho, também seria uma mãe diferente para cada um deles.
Assim, cheguei à conclusão de que:
- Há mães que nunca teriam um parto normal, porque não podem pensar em sentir dor.
- Há mães que não cogitariam uma cesárea, porque acreditam que a melhor forma de trazer uma criança ao mundo seja sem uma cirurgia.
- Há mães que optaram pelo parto normal ou pela cesárea, mas tiveram que mudar de ideia na última hora.
- Há mães que amamentaram exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê.
- Há mães que não amamentaram ou que complementaram o peito com leite artificial.
- Há mães que deixam o filho dormir em sua cama.
- Há mães que colocaram o filho no berço desde que ele chegou da maternidade.
- Há mães que acordam a noite inteira para amamentar o filho ou levá-lo ao banheiro.
- Há mães que dormem oito horas ininterruptas por dia desde que o filho tinha três meses de vida.
- Há mães que deixam o filho ganhar um jogo para que não fique triste.
- Há mães que não deixam o filho ganhar para ensiná-lo a perder.
- Há mães que continuam a usar maquiagem, salto alto e roupas da moda depois que o filho nasce.
- Há mães que passam a usar cara lavada e sapatilha e estão muito felizes com sua escolha.
- Há mães que não viajam sem os filhos, mesmo que tenham dez anos de idade.
- Há mães que deixam os filhos ainda bebês com o pai e pegam um voo para uma reunião em outra cidade.
Enfim, somos muito diferentes uma da outra, mas tem horas que só uma outra mãe para nos entender!
(Foto:Tobias Lindman/Creative Commons)
adoção
Família
histórias inspiradoras

Família é família, não importa a composição
Que diga Doc, a personagem principal da série Doutora Brinquedos. Em episódios especiais que estão sendo exibidos no canal Disney Junior, ela tem vivido a ansiedade pela chegada de um bebê adotivo, que irá completar a família formada pelo seu pai, sua mãe e ainda seu irmão Dony.
Enquanto o bebê não chega, Doc aprende a lidar com a situação usando uma boneca que foi presente de seus pais. Os McStuffins são a típica familia feliz, que decide dar um passo a mais e trazer uma nova criança para casa, oferecendo um lar, aconchego, suporte e muito carinho.
Mas quem disse só essa formação funciona? Conheça histórias de pessoas incríveis que fogem do tradicional e mostram que a adoção deu um novo sentido às suas vidas. E que, para ser uma família de verdade, o importante é ter amor.
Um novo sentido para a vida
Desde a juventude, a secretária Ana Paula Couto (foto acima), 38 anos, de Porto Alegre (RS), desejava adotar uma criança. Consciente da sua vontade, ela aguardou o momento certo para encarar a adoção independente, ou seja, sem a presença de um cônjuge.
“Sempre deixei claro que desejava ser mãe. Foi uma decisão segura, cercada de planejamento e muito amor”, frisa. Enquanto aguardava na fila de adoção, ela foi se preparando para a chegada, estruturando sua vida.
“Tudo que eu fazia incluía a possibilidade dele chegar naquele exato momento. Foram viagens, estudos, compra de carro, melhorias na casa. Ele estava incluso em tudo, apesar de ainda não estar fisicamente comigo”, conta Ana Paula.
Depois de 4 anos, Othavio, um bebê prematuro, chegou à sua vida. “No dia 27 de agosto de 2015, às 14h12, recebi meu filho pesando menos de 2 kg. Abraçada naquele pequeno ser que deu sentido e vida a mim, chorei por 40 minutos agradecendo a Deus pelo fim da espera e pelo nosso reencontro neste plano”, lembra-se.
O fato de ser solteira não é um problema para Ana Paula. Mas a questão racial, já que o menino é negro, ainda chama a atenção das pessoas.
“Ninguém pergunta se meu filho veio por adoção, mas perguntam se o pai dele ou meu marido é negro. Já chegaram ao absurdo de perguntar se não tinha uma criança branca para mim. É muito triste ver que a sociedade se preocupa em questionar a cor dos genitores e não em contemplar a felicidade do meu filho”, lamenta a mãe.
Feliz, ela se esforça para mostrar ao pequeno como lidar com isso. “Ele será esclarecido para entender de que, independentemente da sua cor de pele, de ter se tornado filho pela adoção e de não ter um pai, poderá ser um ser humano com valores, afetivo, seguro e que buscará a sua felicidade e de quem ele amar, sendo um agente real da transformação da sociedade”, afirma Ana Paula. Alguém duvida?
Um sonho antigo
“Escolhemos adotar uma criança pelo desejo muito forte de formar uma família”. É assim que o jornalista Jorge Luiz Brasil (abaixo, à esquerda) explica por que ele e o companheiro, o farmacêutico Walter do Patrocínio, de Niterói (RJ), fizeram a escolha.
O desejo surgiu há 13 anos, mas à época precisou ser deixado de lado. Em 2013, porém, a vontade antiga ressurgiu e eles encararam o processo de adoção.
“Sabíamos que um bebê seria complicado para nós dois. Então, pensamos numa criança entre 2 e 4 anos”, conta Jorge. Mas a vida nem sempre anda conforme a gente planeja, né? E aí, Jorge e Walter se depararam com Arthur, um menino de 6 anos que vivia em Natal (RN).
“Durante o processo de habilitação nos vinculamos à ONG Quintal de Ana e nos interessamos por um menino chamado Patrick, mas descobrimos que ele já estava sendo adotado por uma família de Niterói também. No mesmo abrigo, vivia um garoto da mesma idade, o Suênio. Pegamos mais informações sobre ele e acabamos por adotá-lo. E hoje o Suênio é o nosso Arthur e mantém amizade com o Patrick”, conta.
A adaptação, porém, exigiu um pouquinho de paciência de Jorge e Walter. Arthur era muito agitado, não se adaptou à primeira escola e até tentou fugir. “Mas respiramos fundo e tentamos fazer com que se sentisse mais seguro e confiante. Uma semana depois ele estava mais calmo e feliz. E começou naturalmente a nos chamar de pai”, conta Jorge.
Aliás, é assim que ele chama os dois pais, sem distinção. “Tudo foi falado abertamente com ele. E a adoção só foi à frente quando tivemos certeza de que ele poderia lidar com isso”, esclarece Jorge.
Prestes a completar 9 anos, Arthur é o centro das atenções e transformou a vida do casal. “Não consigo mais me lembrar como era a nossa vida sem ele. Arthur é o ar que respiramos, é o que faz nossos corações continuarem batendo e o que nos move a levantar da cama todos os dias para poder amá-lo”, finaliza.
Muita vontade de serem mães
Monica Drumond e Jeanne Tostes Drumond, de Lagoa Santa (MG), estavam juntas há 8 anos quando surgiu o desejo de serem mães. Já histerectomizadas, viram na adoção uma maneira de completar a família. Assim, iniciaram o processo de adoção, sem nenhuma preferência de raça, idade ou sexo.
Foi por conta disso que receberam Giovanna, hoje com 3 anos e 4 meses, que chegou recém-nascida. Depois, encararam novamente a fila até receberam a Lorena, na época com 9 meses (agora, a menina tem 1 ano e 3 meses).
“A Justiça é muito cautelosa. No nosso caso, o processo de nascimento das meninas em nossas vidas aconteceu rapidamente, mas o da Justiça ainda caminha”, conta Monica. Conscientes e muito felizes com a escolha, ela relata que a adaptação foi tranquila.
“A emoção e a alegria não deram espaço para outro sentimento que não fosse paixão pelas nossas filhas”, afirma. Já a ansiedade e preocupações são a de qualquer mãe de primeira viagem. “Na primeira noite da Giovanna, ela dormiu direto e eu e a Jeanne ficamos até o dia amanhecer acompanhando o sono e nos certificando de que ela respirava”, comenta.
Sobre lidar com o fato das meninas terem duas mães, Monica não vê nenhum problema e não sofre nenhum tipo de preconceito. Pelo contrário, sente-se uma família muito querida, aceita e respeitada onde vivem. Isso é fundamental para dar segurança às meninas e criá-las da melhor maneira possível.
“Pensamos em dar a elas todos os valores e referências para que sejam pessoas do bem, que no futuro construam as suas vidas profissionais e afetivas com qualidade, e continuem mudando a vida das gerações que virão a partir da nossa, com todo o nosso amor, respeito, cuidado e proteção”, finaliza Monica.
(Fotos: Arquivos pessoais)
Família
filhos
geração
mãe
maternidade
pais
solidão
E esse equilíbrio de estar próximo, sem perder a autoridade, é apenas um dos desafios que teremos que enfrentar para criarmos nossas crianças.
Estamos criando uma geração solitária?
Queremos que nossos filhos se sintam à vontade para nos contar tudo, pois sabemos que, dessa forma, podemos guiá-los com mais segurança. Queremos que eles nos falem sobre a escola, os amigos, suas angústias, seus medos. Mas, por outro lado, não nos resta muito tempo no dia para essa convivência.
Nós, mães, queremos estar cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho, para sermos tão valorizadas ali quanto os homens. Já os pais querem estar mais presentes, querem realmente participar da vida em família, mas também não abriram mão de seus sonhos profissionais, nem diminuíram seu ritmo nas empresas para alcançarem esse objetivo.
Estamos tendo cada vez menos filhos - se na nossa infância uma família com vários irmãos era a regra, hoje é a exceção. E no meio dessa bagunça toda estão nossos pequeninos.
Acho que esse é um assunto delicado, mas sobre o qual precisamos pensar. E não é para colocar a culpa na cabeça da mãe que não quer deixar sua carreira depois do fim da licença-maternidade - afinal, ela batalhou muito por isso, e é justo que tenha sua independência, sua valorização, sua realização como profissional.
Também não é para por o dedo na ferida do pai que deseja estar mais presente, mas não tem a mínima ideia de como fazer isso (nem tem o apoio de leis que ampliam a licença-paternidade e a possibilidade de sua participação nos primeiros anos do filho, que tanto exigem de seus cuidadores).
Aqui, no Brasil, não estamos ainda preparados para essa realidade e, infelizmente, não restam muitas alternativas para essas famílias do que "terceirizar" os filhos. Nossas escolas não são preparadas para atuar em horário estendido, como acontece em países da Europa e nos Estados Unidos.
Às vezes me pego pensando que estamos criando uma geração solitária. Com pouca chance de convivência com pessoas que façam parte de seu círculo permamente (avós, tios, primos moram cada vez mais longe).
Mudamos geograficamente com maior frequência para nos adaptarmos aos nossos empregos - assim, acabamos não formando aquela "turminha do bairro" de longa data, como nossos pais diziam ter quando eram pequenos.
Eu não tenho uma resposta pronta para esse conflito, nem uma sugestão que sirva para todas as famílias.
Por aqui, só estou colocando atenção no ponto, tentando proporcionar à minha filha momentos cada vez mais frequentes que reforcem esses vínculos. Estou abrindo mão de certas realizações para estar mais presente. Dá trabalho, mas eu acredito que esse é o caminho.
comportamento
cuidados
excesso
filhos
mães
tecnologia
Mães no celular, filhos "esquecidos"
O assunto, aliás, tem sido discutido no mundo inteiro, depois que uma foto viralizou e a mãe foi julgada ao extremo por manter um recém-nascido no chão de um aeroporto enquanto manuseava o celular (a história não é bem assim, como foi esclarecida posteriormente pela companhia aérea).
A verdade é que, com a infinidade de aplicativos disponíveis e as redes sociais cada vez mais presentes na vida das pessoas, é normal passar mais tempo em frente a dispositivos eletrônicos. Só que esse hábito pode ter um reflexo na criação dos pequenos.
"A falta de atenção dos pais pode gerar na criança problemas de autoestima, solidão e timidez. Em outros casos, desenvolvem-se quadros de agressividade e agitação em uma busca desenfreada por atenção. A dificuldade de relacionamento com outras pessoas e a busca constante por aceitação são outros sintomas possíveis", lista a psicóloga Andréa Duarte.
Ela ressalta, no entanto, que o celular não é sempre vilão. Ele pode ser usado para gravar brincadeiras, assistir vídeos juntos ou brincar em aplicativos de jogos, por exemplo.
O limite entre o saudável e o prejudicial está na interferência do uso do celular nas demais atividades do cotidiano e, principalmente, nas relações interpessoais.
"Quando estamos com o celular nas mãos, temos a falsa sensação de companhia. O grande problema está na necessidade constante de substituir o envolvimento real com outras pessoas pelo contato virtual", explica.
Mais comum do que se imagina, esse quadro de necessidade exagerada de ter sempre o celular por perto é um vício e já tem nome específico: nomofobia. "Nesse caso, a pessoa chega a apresentar crises de ansiedade quando afastada do aparelho", conta a especialista em família.
O vício não só prejudica o vínculo entre pais e filhos como projeta para a criança um exemplo negativo sobre relações interpessoais. "Pelo comportamento dos pais, a criança entende que as relações virtuais sobrepõem as relações reais", argumenta.
Isso não significa que devemos vilanizar toda mãe que deixa o filho brincar sozinho e aproveita para conferir as redes sociais. Julgamentos vazios não refletem a realidade de cada família.
"Os filhos não precisam ser supervisionados a cada instante e devem ir ganhando autonomia gradativamente, ao longo do crescimento. Uma checada rápida nas redes sociais não a torna a pior mãe do mundo", afirma a psicoterapeuta Marli Gonçalves, para quem existe uma cobrança social muito grande em cima dos pais.
Marli salienta ainda que o mais importante é entender que existe momento para tudo. "O tempo com a criança deve ter qualidade. Ela deve sentir que há um envolvimento total naquele momento, sem distrações", pondera.
Heavy user de redes sociais, a fotógrafa Letícia*, 32 anos, tinha o hábito de checar o celular a cada 10, 15 minutos. "A desculpa eram os e-mails de trabalho, mas eu ficava mesmo era olhando redes sociais”, admite. O baque aconteceu quando Marina, sua filha de 5 anos, lhe pediu um celular de presente de aniversário.
“Perguntei para quê ela precisava do aparelho e ela respondeu: 'Pra gente conversar mais. Eu vou poder te mandar mensagem e você vai responder na hora'. Aquilo que mostrou o quanto eu estava negligenciando a minha filha", revela.
Hoje, a mãe encontrou o equilíbrio e trabalha com horários específicos para abrir e-mails e aplicativos de mensagens. "Se estou com minha filha, me dedico 100% a ela. Para mim, o pouco tempo que passamos juntas tem que ser memorável", afirma.
* Nome alterado a pedido da entrevistada.
(Foto: Getty Images)
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