Como ter vida social sem abrir mão dos momentos com os filhos

Por mais corrida que seja a sua rotina para dar conta das tarefas domésticas, do trabalho e dos cuidados com as crianças, é importante encontrar alguma brecha na agenda para ver as amigas ou sair sozinha com o parceiro.
Siga as nossas dicas e lembre-se: as crianças não vão ficar magoar ao abrir mão da presença da adorada mãe por algumas horinhas para ela se sentir feliz e renovada.
Tenha um dia das amigas
“Estabeleça um dia, semanal ou quinzenal, para sair apenas com as amigas, para falar de assuntos diversos que não tenham, necessariamente, a ver com crianças ou casa. Escolha pessoas que a ajudem a carregar as baterias”, sugere Tatiana Queiroz, psicóloga e coach do Maternar Psi – Núcleo de Atendimento a Mães, Pais, Casais e Famílias, do Rio de Janeiro (RJ).
Compartilhe as tarefas
Dividir tarefas domésticas com o parceiro é fundamental para que a mulher tenha tempo e disposição para a vida social. Cada casal pode encontrar a sua própria dinâmica, mas uma boa dica é que os dois se revezem nos afazeres, como lavar a louça ou buscar as crianças na escola. Assim, ambos fazem as mesmas coisas sem que se sintam sobrecarregados ou injustiçados.
Admistre o tempo (e a culpa)
Muitas mulheres que trabalham foram se sentem culpadas por aproveitarem algum tempo livre no fim de semana para se divertir sem os filhos. Com jogo de cintura, dá para agradar às crianças e a si mesma. É possível, por exemplo, levar as crianças a um parque pela manhã e bater perna no shopping com as amigas à tarde. Ou fazer uma sessão cinema em família à noite depois de ter deixado os pequenos na casa dos avós à tarde – e passar alguns momentos a sós com o marido no sossego do lar.
Peça ajuda
Sente falta de sair sozinha com o par? Monte uma rede de apoio de pessoas conhecidas – e confiáveis! – para ajudar a cuidar das crianças de vez em quando. “É preciso pensar no seu relacionamento, cultivá-lo. Aposto que a avó, a tia ou até mesmo uma amiga bem próxima vai adorar ficar com as crianças apenas uma noite. Vá se divertir também, procure dar espaço a essa possibilidade, pois, muitas vezes, você mesma acaba se limitando a não fazer nada”, diz Ricardo Desidério, professor e pesquisador em sexualidade da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
Explore sua agenda
Aproveite o horário de almoço para encontrar aquela amiga querida e conversar, nem que seja durante um café rápido. Se você esperar para encontrar um tempinho que seja adequado para fazer o que gosta, seus planos dificilmente vão se tornar realidade.
Filtre o assunto das conversas
“Meu marido e eu temos um acordo: quando saímos para jantar ou ir ao cinema, o que não acontece com tanta frequência assim, assuntos relacionados aos filhos ou à rotina doméstica estão terminantemente proibidos”, conta a analista de marketing digital Paloma Correia, 33 anos, mãe de Lara, 2, e Pedro, 5. “Caso contrário, a impressão é que sequer saímos de casa, e a ideia é namorar, ter um tempo só para nós dois”, completa.
Aproveite todas as brechas
Dependendo da idade da criança, é mesmo complicado namorar ou conversar calmamente com o parceiro. Para a terapeuta sexual Arlete Girello Gavranic, de São Caetano do Sul (SP), casais que tenham uma flexibilidade de horários, ou que trabalhem perto um do outro, podem, enquanto as crianças estão na escola, criar uma situação erotizada, como um almoço executivo. Em vez de só namorar à noite, é preciso saber aproveitar todas as brechas possíveis.
Mães que viram amigas
Para a administradora de empresas Helena Fontes Silva, 37 anos, mãe de Eduardo, 6, travar amizade com os pais dos amiguinhos do filho pode ser uma boa solução. “Faço parte de uma turma muito legal, que volta e meia se reúne para churrascos, festas, piqueniques e outros passeios. Enquanto as crianças se divertem, nós aproveitamos para bater papo e dar risada”, fala.
Reúna a turma em casa
Se é complicado sair porque seu filho ainda é muito pequeno, faça encontros na sua própria casa. Combine um lanche para reunir todo mundo, de preferência à tarde – lembre-se de que amigos que ainda não tiveram crianças não são lá muito ligados aos horários regulares de sono da criançada.
Escolha restaurantes kids friendly
Você ama comer em lugares diferentes? Não deixe de fazer isso porque, em muitos casos, sair com crianças é uma aventura. Bebês não costumam dar muito trabalho. A fase mais complicada é quando começam a andar e querem mais autonomia. Ou, ainda, por volta dos 6 ou 7 anos, quando se entendiam com facilidade se não houver nada atrativo. Por isso, escolhe locais com área kids.
Vá ao cinema em horários alternativos
Quem adora cinema não precisa se deliciar com a telona somente nas estreias de filmes infantis. O Cine Materna é um projeto que exibe os mesmos títulos do circuito adulto nacional em sessões especiais para mães de bebês com até 18 meses, em diversas cidades do Brasil. Você pode levar o seu pimpolho, amamentar, niná-lo e até trocar a fralda na própria sala de projeção, sem ninguém reclamar. Confira a programação completa no site.

O amor só faz o bem

O amor só faz o bem, nos faz acreditar no amanhã Se a dor nos faz pensar em desistir O amor nos leva muito mais além Ninguém pode ser feliz se não viver um grande amor Amor que é paciente e não tem fim Capaz de unir eu e você O amor vem de Deus, ele nos escolheu Pra vivermos na força desse amor O maior sentimento do Mundo pra sempre será o amor...Daniel Whisnidy

Coisas que só as mães que criam filhos sozinhas sabem

No Brasil, essa é a realidade de inúmeras famílias. Para ser mais exato, dados do IBGE mostram que cerca de 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, sem a presença de um companheiro.
Geralmente, a ausência dessa figura masculina tende a significar uma carga extra de medo, dúvidas e insegurança, seja para uma nova ou já experiente mamãe.
Com o objetivo de jogar luz à essa questão tão comum, mas pouco discutida, convidamos mães que criam ou criaram seus filhos sozinhas a compartilharem as dificuldades e alegrias dessa maternidade tão corajosa.
Saiba o que uma mulher que faz as vezes de mãe e pai entende bem:
1. Sentir-se fortalecida nas dificuldades do dia a dia
“Uma das situações que eu considero mais difíceis como uma mãe que cria seus filhos sozinha é quando um deles fica doente. Correr para um hospital desacompanhada e ver aquele ser que tanto amamos sofrendo é algo muito difícil de bancar emocionalmente. Entretanto, essas e outras circunstâncias igualmente difíceis são coisas que fazem que uma ‘mãe sola’ torne-se uma mulher extremamente forte. Na minha opinião, aquela mamãe que cria seus filhos sozinha é sinônimo de coragem e força”, diz Flavia Herrero, 28 anos, coordenadora comercial, de São Paulo (SP), mãe de duas crianças, de 9 e 10 anos.
2. Gerenciar a pressão da família
“Faz apenas alguns meses que assumi o papel de ser mãe sola. Para mim, uma situação que se mostra muito presente é a pressão que recebo por parte da família. Como qualquer mãe, estou sempre em função do meu filho, pensando no seu melhor e no que posso proporcionar a ele. Considero normal que, às vezes, acabe me desligando um pouco disso tudo. Mas mesmo que isso aconteça apenas por alguns segundos, somos consideradas relapsas, egoístas, e acusadas de estarmos com a cabeça fora de propósito – seja por pessoas próximas ou não tão próximas assim. É difícil, pois muitas vezes ouvimos isso das pessoas das quais dependemos também, como nossos pais. Considero essa pressão desnecessária. Como mãe, estamos sempre buscando o melhor às nossas crias”, avalia Julia Souza*, 27 anos, geógrafa, de São Paulo (SP), mãe de um garoto de 3 anos e meio.
3. Receber conselhos demais
“Minha experiência mostra que, no geral, as pessoas esperam que a gente siga uma criação bem convencional. Entretanto, hoje existe uma série de linhas que trazem opções a ideias preconcebidas. Eu sempre tive uma tendência a seguir o alternativo, principalmente nas escolhas alimentares. E lembro que recebia muitos conselhos. Falavam pra eu dar leite, engrossante, isso e aquilo, porque ele era magrinho (por questão de porte mesmo). Hoje vejo que essa troca de ideias foi positiva. Acabei me tornando mais flexível”, acrescenta Julia.
4. Encarar o parto sozinha
“Me separei do pai do Piettro aos 5 meses de gestação. Desde então, somos eu e ele em tudo. Sem dúvidas, enfrentar o momento do parto sozinha foi algo muito marcante na minha vida. Estava tão tensa, sentindo tanta ansiedade, nervosismo e solidão, que acabei tendo uma complicação. Tudo acabou bem. Hoje entendo que essa era uma situação que eu precisava enfrentar. Lembro que todos aqueles sentimentos ruins sumiram no momento em que coloquei os meus olhos no Piettro. Agora, eu amadureci demais ao longo desse tempo. Sinto-me muito mais forte e faço o possível e o impossível por ele, que foi diagnosticado com dislexia. Não abro mão de lutar pelos seus direitos”, revela Thais Otoni, 33 anos, maquiadora e vitrinista, de São Paulo (SP). Piettro tem 10 anos.
5. Acreditar que tudo ficará bem
“Aos 29 anos e com uma bebezinha de 8 meses nos braços, me vi diante da responsabilidade de criar uma filha sozinha. Na década de 80, era comum deixar o emprego para cuidar exclusivamente dos filhos, até que eles fossem maiores. Eu havia feito essa escolha. Sem um trabalho fixo, a situação era bem nebulosa. Entretanto, minha mãe e irmãos sempre estiveram presentes para o que desse e viesse. Hoje, olho para trás e vejo que o mais importante foi sempre acreditar que tudo ficaria bem”, avalia Helen Ikeda, 58 anos, conservadora e restauradora de obras de arte em papel, de São Paulo (SP). Sua filha tem hoje 30 anos.
6. Criar um elo muito forte com a família
“Fiquei grávida muito nova. Na época, eu tinha 14 anos e o pai do Gustavo, apenas 15. Por sermos tão jovens, nunca tive expectativa de um relacionamento clássico de marido e mulher. Todas as minhas necessidades, durante e depois da gravidez, foram supridas pelos meus pais. Graças à ajuda deles eu pude ter um crescimento não apenas como mulher e mãe, mas também no âmbito profissional. Eu e meu filho também temos uma relação muito forte. De certa forma, somos um pouco irmãos. Acredito que, por termos uma idade mais próxima, eu o entendo muito, somos cúmplices. Também acho muito bonita a relação dele com o meu pai, que é o exemplo de figura masculina que ele tem”, comenta Biatriz Andreotti Saluti, 32 anos, supervisora de vendas, de Atibaia (SP). Gustavo é um jovem de 17 anos.
7. Lidar com a total ausência do pai
“Quando eu tinha 19 anos, minha filha nasceu. Não foi algo planejado. Seu pai me apoiou, mas depois de 2 anos nos separamos e as coisas começaram a mudar. Logo em seguida ele se mudou para outro estado com a justificativa de melhorar sua vida e, consequentemente, a da nossa filha, mas não foi isso que aconteceu. Durante esse período ela foi visitá-lo apenas duas vezes, e eu nunca recebi um telefonema ou mensagem dele perguntando se eu precisava de algum auxílio. A justificativa para a sua ausência era sempre o excesso de trabalho, sendo que eu sempre tive que trabalhar muito para sustentá-la, educá-la, dar carinho, apoio e afeto”, lamenta Bárbara Duarte*, 35 anos, consultora de viagem, do Rio de Janeiro (RJ), mãe de uma jovem de 15 anos.

DON'T MISS

Nature, Health, Fitness
© all rights reserved
made with by templateszoo